Delegação esteve num dos berços da vitivinicultura mundial conhecendo tradicionais regiões produtoras de vinho e espumante

A pesquisa e os estudos de campo compõem um aspecto fundamental na atual produção da Cooperativa Vinícola Garibaldi – uma etapa essencial para exercer a inovação que marca as práticas de cultivo e o desenvolvimento de seus produtos. Por isso, mais uma vez, na quarta edição da expedição técnica, a organização aproximou de cooperados e corpo técnico algumas das mais modernas tecnologias e métodos em vigor na viticultura mundial em recente missão pela Itália. Ao longo de quase duas semanas em junho, a delegação formada por 14 pessoas percorreu algumas das principais referências do setor no norte italiano, conhecendo cooperativas, vinícolas, centros de pesquisa, viveiristas e fabricantes de tecnologias voltadas ao campo e à indústria. “A missão reforça uma das crenças da Cooperativa Vinícola Garibaldi para manter seus associados atualizados em relação às transformações do setor, fortalecendo a competitividade dos nossos cooperados”, disse o presidente da Garibaldi, Oscar Ló.

A programação incluiu visitas a regiões emblemáticas como Conegliano, Valdobbiadene, Romagna e Toscana, além da participação na Enovitis in Campo, uma das principais feiras italianas dedicadas à mecanização e às inovações para a viticultura. Para o engenheiro agrônomo e assistente técnico da cooperativa Gabriel Henrique Fontana, o principal valor da iniciativa está justamente na possibilidade de observar, em campo, soluções já consolidadas em outros países. “Essas viagens técnicas são importantes para que possamos conhecer, na prática, novas tecnologias, processos de produção e modelos de gestão da propriedade que são referência mundial. Isso amplia nossa visão e ajuda a encontrar soluções que podemos adaptar à nossa realidade e à dos nossos cooperados”, comenta.

Os reflexos dessas experiências vão muito além da viagem. “Buscamos principalmente conhecer a viticultura para que possamos melhorar nossas decisões e nos planejar de forma estratégica. Assim, estaremos preparados para receber as inovações e melhorar nossa produção, com novas tecnologias, variedades e sistemas de cultivo”, aponta. Nesse sentido, o conhecimento retorna à cooperativa em forma de assistência técnica mais qualificada. “Isso contribui para que possamos melhorar nossa eficiência no campo e na indústria, a qualidade da matéria-prima e dos produtos e oferecer uma assistência técnica mais qualificada e atualizada aos nossos cooperados, estando sempre alinhados com as tendências do setor”, pontua Fontana.

O cooperado Felipe Verona, de 28 anos, representante da terceira geração da família dedicada ao cultivo de uvas em Farroupilha, foi um dos que participaram da viagem técnica. “Foi uma oportunidade ímpar. A viagem nos proporcionou muitos ensinamentos, como a preocupação com a qualidade e produtividade das uvas, selecionar variedades que se adequam melhor ao clima e solo da região, seguindo rigorosamente a legislação e certificações. Também vimos o emprego de novas tecnologias para manejo em videiras, visando a diminuição de mão de obra e custos”, enumerou o agricultor. Algumas dessas soluções já despertam interesse para aplicação na propriedade da família. “Muitas coisas chamaram a atenção, entre elas novas máquinas que permitem a manutenção mais rápida e com menor custo para os vinhedos, visando a diminuição de aplicações de herbicidas, além de modelos de condução para colheita mecanizada, reduzindo a necessidade de mão de obra”, disse Verona.