Queijos, vinhos e espumantes: como acertar na harmonização
Especialistas da Cooperativa Santa Clara e da Vinícola Garibaldi dão dicas para curtir essa combinação
Um dos mais celebrados encontros gastronômicos, o casamento de queijos com vinhos e espumantes tem o poder de transformar a degustação de uma simples tábua em uma experiência sensorial completa. A combinação certa realça sabores, equilibra texturas e permite explorar os sentidos.
Para ajudar a decifrar essa equação, o supervisor de Food Service da Cooperativa Santa Clara, Júlio César Sandrin, formado pelo ICIF (Italian Culinary Institute for Foreigners) e com mais de dez anos de atuação no segmento gastronômico, e André Luís Rech, sommelier da Cooperativa Vinícola Garibaldi, explicam os critérios que definem uma boa harmonização e as combinações que funcionam na prática.
Cremosidade, textura, gordura, tempo de maturação e a quantidade de sal do queijo, além dos acompanhamentos escolhidos, são os principais critérios levados em conta na hora de harmonizar. Esses detalhes ajudam a compor uma combinação equilibrada. “Harmonizar queijos com vinhos e espumantes não é uma fórmula fixa, mas um exercício de equilíbrio entre textura, intensidade e complementaridade de sabores. A melhor forma de descobrir o que funciona para o seu paladar é experimentando”, consensuam os especialistas.
Por onde começar
Para quem está começando a explorar harmonizações, uma dica certeira é: queijos mais cremosos funcionam melhor com vinhos brancos e espumantes de maior acidez, enquanto queijos mais maturados e encorpados pedem vinhos tintos.
A textura e a intensidade do queijo são o que definem, na prática, qual bebida escolher. Queijos cremosos, como Brie, Camembert e Ricota, combinam com produtos de maior acidez, como vinhos brancos ou espumantes com gás carbônico, mas devem evitar tintos encorpados: a proteína do leite reage com os taninos do vinho e deixa um sabor amargo na boca, explica Sandrin. Já os queijos curados e mais duros, como Parmesão, Grana e Pecorino, pedem vinhos tintos, cuja estrutura tânica complementa a textura mais firme do queijo, embora também aceitem espumantes mais estruturados e vinhos brancos complexos. No caso dos queijos fortes e intensos, como o Azul e o Roquefort, a indicação são vinhos e espumantes mais adocicados, como demi-sec ou moscatel, que equilibram a potência do queijo pelo contraste, ou tintos com bastante álcool e aromas frutados.
Nesse universo de múltiplas possibilidades, alguns cuidados são necessários. Um equívoco comum é presumir que o vinho tinto combina com qualquer queijo. “Muitos combinam melhor com brancos e espumantes. É importante respeitar a intensidade dos sabores, evitando que um dos dois elementos se sobreponha ao outro”, explica. Rech lembra que o espumante é um dos mais versáteis para esse tipo de combinação.
Servir o queijo gelado é outro deslize recorrente: o ideal é retirá-lo da refrigeração pelo menos 20 minutos, para que atinja a temperatura de consumo e revele melhor sua cremosidade e complexidade, indica Sandrin.
A tábua ideal para receber convidados
Para quem vai receber convidados em casa e busca uma tábua versátil, capaz de harmonizar tanto com espumantes quanto com vinhos tintos e brancos, a dica é a combinação de burrata, brie, minas meia cura e gruyère, acompanhados de mel, pasta de morango ou geleia de frutas vermelhas, uvas frescas, pera fatiada, castanhas como amêndoas e nozes, e pães artesanais ou torradas.
Para uma versão mais estruturada, a sugestão passa por burrata com mel, brie com pasta de morango, gruyère com azeite de oliva extravirgem, cheddar com geleia de bacon e cebola caramelizada e vaccino romano com pão de cacau e raspas de laranja, complementados por uma charcutaria de salame Milano e salame italiano, além de nozes e castanhas, damasco, figos frescos, mel, azeite extravirgem e pães artesanais com grissinis. A partir dessa tábua mais estruturada, os especialistas detalham o que esperar de cada combinação e por que a bebida escolhida funciona com cada queijo.
Burrata com mel — Espumante Acordes Extra Brut
O queijo puxa notas de leite fresco, manteiga, creme de leite e iogurte suave, enquanto o mel acrescenta doçura e nuances florais à cremosidade extrema da burrata. A combinação encontra no Espumante Garibaldi Acordes Extra Brut o parceiro ideal: elaborado pelo método tradicional a partir de Chardonnay e Pinot Noir, com no mínimo 24 meses de amadurecimento, o espumante desenvolve aromas de damasco, amêndoas e notas de torrefação que dialogam com o dulçor do mel, enquanto sua estrutura e acidez sustentam a cremosidade do queijo sem pesar.
Minas meia cura com caramelo salgado — VG Nature
Manteiga, castanhas, leite cozido, caramelo e uma leve nota mineral do sal marcam essa combinação: o queijo tem sabor lácteo intenso e levemente amanteigado, e o caramelo salgado cria contraste entre doçura e salinidade. A ligação vem do palato seco do Espumante Garibaldi VG Nature Blanc de Blanc, elaborado 100% com Chardonnay e classificado como Nature, a categoria com menor teor de açúcar entre os espumantes, que faz a ponte entre o açúcar do caramelo e a salinidade do queijo, cortando a gordura sem deixar a combinação enjoativa.
Gruyère com azeite de oliva — VG Marselan
O gruyère tem sabor marcante, levemente adocicado, com notas de nozes, avelãs e frutos secos, enquanto o azeite agrega untuosidade e notas herbáceas. A estrutura do Vinho Garibaldi VG Marselan, 100% Marselan, com dez meses de maturação em carvalho francês, quebra a untuosidade do azeite, e seu toque mentolado, característico do rótulo, conversa diretamente com o lado herbáceo do azeite.
Brie com pasta de morango — VG Brut Rosé
A cremosidade típica do brie, com notas de manteiga, cogumelos frescos e creme, encontra na pasta de morango um contraponto frutado e levemente adocicado. O Espumante Garibaldi VG Brut Rosé, elaborado com Chardonnay e Pinot Noir e maturado por 12 meses em autólise, tem estrutura e acidez ideais para acompanhar o queijo, e sua semelhança de aromas, com notas de framboesa, morango e cereja, faz a combinação funcionar por afinidade, não por contraste.
Cheddar com geleia de bacon e cebola caramelizada — Garibaldi Merlot
O cheddar tem intensidade elevada e uma picância natural, e a geleia de bacon com cebola caramelizada acrescenta notas defumadas, dulçor e profundidade aromática: o resultado é uma combinação robusta, com equilíbrio entre salgado, doce e umami. O Vinho Garibaldi Merlot Reserva, com seis meses de maturação em carvalho francês e notas de frutas vermelhas, manteiga e chocolate, tem corpo suficiente para equilibrar essa complexidade, e o contato com a madeira aporta o toque defumado que casa com o bacon.
Vaccino romano com pão de cacau e raspas de laranja — VG Ancellotta
A maturação de 12 meses do vaccino romano resulta numa massa dura e compacta, de sabor levemente salgado, frutado e intenso. O pão de cacau, com o leve dulçor da casca de laranja e um cítrico discreto, completa o Vinho Garibaldi VG Ancellotta, 100% Ancellotta, maturado por dez meses em carvalho francês e americano, que traz aromas de mirtilo, ameixa e especiarias com notas tostadas, e cuja estrutura equilibra o sabor intenso do queijo mais maturado.
Charcutaria (salame Milano e salame italiano) — Acordes Merlot
O salame Milano tem textura mais macia e sabor delicado, enquanto o salame italiano é mais intenso e condimentado; juntos, equilibram gordura, salinidade e especiarias. O Vinho Garibaldi Acordes Merlot, maturado por 12 meses em barrica, com fermentação malolática realizada na própria madeira, é mais encorpado e potente, com aromas de cereja, caramelo, cacau e café, e pede justamente pratos de mais estrutura e sabor, como a charcutaria: a madeira do vinho equilibra a gordura e realça as especiarias utilizadas na cura.
Cooperativa Vinícola Garibaldi traz nova edição do fondue na brasa no Dolce Far Niente
Jantar especial ocorre na noite de 31 de julho, no Garibaldi Wine Bar
As panelinhas de fondue voltam à mesa na quarta edição do Dolce Far Niente, que ocorre no Garibaldi Wine Bar da Cooperativa Vinícola Garibaldi na noite de 31 de junho. Sucesso de público, a proposta temática retorna à agenda em sessão extra, também com vagas limitadas.
A partir das 19h30 os participantes serão recepcionados com uma taça de espumante, e a experiência segue com cardápio trazendo o fondue salgado preparado na brasa, com carne bovina, carne suína e carne de frango, acompanhados de pão, batata, brócolis, polenta frita, tomate cereja, goiabada e farofa crocante. Para completar, os molhos vinagrete e chimichurri dão o toque final aos espetinhos. O também tradicional fondue de chocolate é servido com abacaxi, morango, maçã, banana, wafer e marshmallow.
Todo o circuito gastronômico vem enriquecido pela harmonização dos rótulos elaborados pela Cooperativa Vinícola Garibaldi, comercializados à parte, conforme escolha do comensal. As reservas devem ser feitas com antecedência, pelo WhatsApp (54) 9.9382.7266. O valor é de R$ 120 por adulto e R$ 70 para crianças de 6 a 10 anos, com isenção para crianças até 5 anos.
Serviço
O que: 4º Dolce Far Niente – Fondue na Brasa – Edição Extra
Quando: 31 de julho, das 19h30 às 22h
Onde: Garibaldi Wine Bar, na Cooperativa Vinícola Garibaldi
Valor: R$ 120 por adulto e R$ 70 para crianças de 6 a 10 anos – crianças até 5 anos não pagam
Reservas: WhatsApp (54) 9.9382.7266 (vagas limitadas)
Novas gerações garantem a continuidade das famílias cooperadas da Vinícola Garibaldi
Com apoio técnico e segurança para comercializar produção, cooperativa cria condições para a sucessão familiar no campo
A sucessão no meio rural segue sendo um dos principais desafios da agricultura brasileira. Mas além de simbolizar a continuidade do negócio das famílias, a transição para que as novas gerações assumam a gestão das propriedades significa muito mais do que isso. Esse movimento representa a própria sustentabilidade das propriedades – e, em tese, do próprio cooperativismo. Na Cooperativa Vinícola Garibaldi, jovens e adultos estão (re)assumindo o protagonismo nas propriedades, dando continuidade ao trabalho iniciado por seus antepassados. Mas não só. Eles também estão formatando a perenidade do negócio, assim como da própria cooperativa.
A solidez da Garibaldi, com seus 95 anos de história e abrangência de cooperados em 18 municípios gaúchos, ajuda para que o campo seja a escolha das novas gerações. A garantia da compra da safra, por exemplo, é um dos principais aspectos. O acompanhamento técnico, é outro. “A sucessão rural não acontece por acaso. Ela depende de um ambiente que dê segurança para as famílias planejarem o futuro. Quando o jovem percebe que existe renda, assistência técnica, inovação e uma cooperativa sólida ao seu lado, ele passa a enxergar a propriedade como uma oportunidade de construir sua vida e dar continuidade ao legado da família”, avalia o presidente da cooperativa, Oscar Ló.
A escolha por permanecer no campo, porém, também passa pela capacidade de enfrentar os desafios de uma atividade em constante transformação. A necessidade de reduzir custos, minimizar a dependência de mão de obra, incorporar novas tecnologias, adaptar variedades às condições climáticas e profissionalizar a gestão das propriedades faz parte da rotina da nova geração de viticultores. Nesse contexto, a assistência técnica e o acesso à inovação tornam-se fundamentais para manter a competitividade das famílias cooperadas.
Em Coronel Pilar, Mateus Foppa, 26 anos, representa a quarta geração da família dedicada à viticultura. Ao lado dos pais, do irmão e da avó, cultiva cerca de 6,5 hectares de videiras, com produção média anual de aproximadamente 150 mil quilos de uva, grande parte destinada à elaboração de espumantes. Embora tenha escolhido cursar uma graduação na área de tecnologia, nunca se afastou da propriedade. A permanência aconteceu naturalmente. “Sempre gostei do trabalho em família, de dar continuidade ao que foi construído pelas gerações anteriores e de buscar melhorias para a atividade”, conta. Para ele, dividir responsabilidades foi determinante para fortalecer o vínculo com a propriedade. “O que mais me influenciou foi participar das decisões da propriedade junto com minha família. Desde a implantação de um novo vinhedo até a compra de máquinas, implementos e mudanças no manejo, todas as decisões são tomadas em conjunto, sempre buscando melhorar as condições de trabalho e os resultados da produção”, analisa.
Além do ambiente familiar, Foppa destaca o papel da Cooperativa Vinícola Garibaldi na construção desse futuro. “O apoio da cooperativa também foi muito importante para fortalecer essa escolha, que me possibilitou, além da orientação técnica, participar de eventos e viagens de troca de conhecimento, de grande importância para a permanência e para a continuidade na propriedade”, opina. Levar o nome da família adiante, também: “Além da atividade econômica, a atividade rural representa a continuidade da história da família. Dar sequência ao trabalho de quatro gerações é algo muito gratificante e motivo de orgulho”.
Em Garibaldi, Daniel Pasini, 31, cresceu acompanhando os pais na propriedade rural. O vínculo da família com a cooperativa atravessa gerações: seus avós materno e paterno são associados há mais de cinco décadas. Hoje, aos 31 anos, ele ajuda a conduzir uma propriedade que passou de uma colheita de 10 mil quilos, no fim da década de 1990, para cerca de 600 mil quilos anuais, chegando a 698 toneladas na última safra. “Desde pequeno sempre gostei de ir junto com o pai, com a mãe, trabalhar. Fui sendo criado assim, me acostumei e sempre gostei”, diz.
O crescimento da propriedade caminhou lado a lado com investimentos em mecanização e tecnologia. “Fomos inovando, tendo maquinários, crescendo aos poucos e vi que estava dando certo. E continua dando, então seguimos todos juntos, trabalhando juntos”. Além da atuação na propriedade, Pasini assumiu recentemente a vice-presidência da Cooperativa Vinícola Garibaldi, ampliando sua responsabilidade com o futuro da viticultura regional. “Quatro anos atrás entrei para o conselho de administração e agora entrei como vice-presidente. É uma função a mais, tem que pensar em casa e pensar também na Cooperativa, mas estou gostando da experiência”. Na avaliação dele, a inovação continuará sendo um dos principais caminhos para fortalecer o produtor rural. “A gente incentiva bastante as novas tecnologias, técnicos preparados para atender o campo e ensinar como funciona essa tecnologia. E a importância do cooperativismo no agro hoje, para mim, é muito grande”.
Já em Farroupilha, a trajetória de Eduardo Somacal, 41, percorreu um caminho diferente antes de retornar às origens. Trabalhou na indústria, estudou Engenharia Mecânica em Santa Catarina, administrou uma empresa de segurança e, posteriormente, atuou por quase uma década no setor de pousadas no litoral catarinense. Foi um pedido dos pais que mudou novamente sua trajetória. “Quem cuidava da propriedade era meu irmão, mas ele não conseguia mais conciliar. Meus pais entraram em contato perguntando se eu gostaria de voltar para cuidar da propriedade, porque eles já têm uma certa idade”, relembra.
O retorno significou assumir a quarta geração de uma família ligada à Cooperativa Vinícola Garibaldi desde seu bisavô. A experiência adquirida fora do campo transformou sua forma de administrar a propriedade. “Contribuiu muito para a administração, para a visão e para os projetos do futuro. Abriu um campo de visão muito maior devido às experiências que vivi”, conta Somacal. Ao voltar, encontrou uma agricultura bastante diferente daquela que conheceu quando jovem. “Quando eu ajudava meus pais enxergava só um trabalho pesado. Hoje eu vejo como uma empresa. Você enxerga um futuro, vê as inovações que estão aí. Mudou bastante”, compara. Atualmente, ele investe em novas formas de cultivo, implantando um vinhedo conduzido em espaldeira, substituindo gradualmente o tradicional sistema de latada utilizado pela família. Apesar das mudanças, ele considera que a maior recompensa continua sendo o vínculo construído com a terra. “Você vê desde a planta crescer até gerar um fruto de qualidade. Isso é muito gratificante. Com certeza eu fiz a escolha certa. Primeiro por estar perto da minha família. Segundo por estar cuidando de uma coisa que vem de gerações. Isso não tem preço”, comenta.
Dia da Pizza ganha parceria ideal com vinhos e espumantes
Cooperativa Vinícola Garibaldi traz propostas saborosas para degustar a data
A pizza está entre os pratos mais democráticos que existem: cada um tem o recheio preferido, do clássico queijo às combinações mais ousadas, mas dificilmente alguém resiste à massa fina, ao queijo derretido e a um bom molho. Nesta sexta-feira, 10 de julho, essa unanimidade ganha um motivo a mais para ser celebrada: é o Dia da Pizza.
Seja fazendo sua própria receita em casa, chamando uma tele-entrega ou indo a sua pizzaria favorita, programa-se para essa saborosa celebração. E aproveite para colocar em prática uma sugestão capaz de tornar essa experiência gastronômica ainda mais completa: aprecie sua pizza com um vinho ou um espumante. Você nem precisa ser um profundo conhecedor dos nuances da enologia para acertar na harmonização – a regra é encontrar a combinação que mais agrada o seu paladar. E sabe qual a melhor forma de descobri? Experimentando!
Para ajudar você nessa deliciosa missão, a Cooperativa Vinícola Garibaldi tem algumas dicas:
– Se as pizzas de queijo são as suas preferidas – muçarela, gorgonzola e parmesão – uma sugestão é escolher bebidas que não comprometam o paladar, como um vinho branco Chardonnay, com boa acidez, que enfrenta muito bem a gordura dos queijos sem pesar a refeição.
Sugestão de harmonização: Vinho Garibaldi Memórias Chardonnay.
É essa acidez refrescante, com aromas de maracujá e abacaxi e um leve toque vegetal, que faz o Chardonnay funcionar bem com pizzas de queijo: o vinho corta a gordura da muçarela, do gorgonzola e do parmesão a cada gole, sem pesar a refeição nem disputar espaço com o sabor do queijo.
– Para os fãs dos sabores de pizza que levam condimentos, como calabresa e salame, vale experimentar bebidas refrescantes e cremosas. Um espumante Extra Brut é uma ótima opção para harmonizar com o sabor calabresa – um dos mais pedidos.
Sugestão de harmonização: Espumante Garibaldi VG Extra Brut
As borbulhas finas e a acidez equilibrada desse espumante Charmat longo, com aromas de abacaxi, pão tostado e um leve toque mineral, cortam a gordura da calabresa e refrescam o paladar entre uma fatia e outra, sem se perder diante do tempero mais marcante do embutido.
– As pizzas menos condimentadas, como as de filé, picanha e strogonoff, pedem um vinho mais leve, que potencialize o paladar das carnes utilizadas no preparo das receitas – ou seja, vá de merlot.
Sugestão de harmonização: Vinho Garibaldi Memórias Merlot Reserva.
Os taninos macios e o corpo moderado desse tinto, maturado por oito meses em carvalho francês, evitam que o vinho se sobreponha ao sabor mais delicado do filé e da picanha, enquanto as notas de manteiga e chocolate conversam bem com o toque cremoso de receitas como o strogonoff.
– Quem gosta de uma boa Marguerita pode combiná-la com um prosecco leve e refrescante, uma vez que as ervas utilizadas nessa pizza irão destacar as características gustativas do espumante.
Sugestão de harmonização: Espumante Garibaldi Prosecco Rosé – o primeiro do Brasil.
Os aromas florais e cítricos desse espumante, elaborado com Prosecco e Pinot Noir, dialogam diretamente com as ervas frescas da marguerita, e a acidez equilibrada acompanha o molho de tomate sem competir com ele, resultando numa combinação leve e refrescante.
– Na hora da sobremesa, a pizza de chocolate com morango é um clássico, e combina muito bem com um espumante Moscatel refrescante e de acidez equilibrada.
Sugestão de harmonização: Espumante Garibaldi Moscatel.
A doçura equilibrada desse espumante, elaborado com uvas Moscato, acompanha o morango sem disputar espaço com o chocolate, e a acidez refrescante evita que a combinação de sabores doces fique enjoativa.
Quem não abre mão de uma pizza só de chocolate vai adorar degustá-la com uma boa taça de vinho tinto – a dica é um tinto jovem, de sabor mais intenso que contrapõe ao sabor do doce.
Sugestão de harmonização: Vinho Granja união Tannat.
O corpo robusto e os taninos mais firmes desse tinto, maturado em contato com carvalho, dão ao Tannat a intensidade necessária para contrapor o dulçor concentrado do chocolate puro, sustentando o próprio sabor sem se perder diante da sobremesa.
Dia Mundial do Chocolate convida a desvendar sabores na Cooperativa Vinícola Garibaldi
Taça & Trufa combina vinhos e espumantes com trufas numa das mais saborosas experiências na Serra Gaúcha
Celebrado em 7 de julho, o Dia Mundial do Chocolate é um convite para explorar novas formas de apreciar um dos ingredientes mais adorados do mundo. Na Serra Gaúcha, a Cooperativa Vinícola Garibaldi transforma essa paixão em uma experiência sensorial. A proposta Taça & Trufa, oferecida no complexo enoturístico da cooperativa, em Garibaldi (RS), mostra como o chocolate pode ganhar ainda mais complexidade quando harmonizado com vinhos e espumantes.
Em um ambiente especial, no interior de uma centenária pipa de madeira, os visitantes são conduzidos por uma degustação que combina rótulos da vinícola com trufas artesanais de diferentes sabores. Periodicamente, a experiência é renovada, ganhando novas camadas de sensações com a adição de lançamentos combinados às harmonizações. No momento, o roteiro combina cinco rótulos – quatro espumantes e um vinho – com chocolate. O espumante Garibaldi Viognier, por exemplo, é servido com trufa artesanal de banana, e o vinho tinto Garibaldi VG Marselan harmoniza com trufa de chocolate meio amargo. As demais combinações contemplam o casamento entre os espumantes Garibaldi Prosecco com trufa de laranja; Garibaldi Pinot Noir com trufa de licor de cereja; e Garibaldi Moscatel com trufa exclusiva de espumante.
De acordo com o sommelier da cooperativa André Luís Rech, o equilíbrio entre bebida e chocolate permite descobrir características que muitas vezes passam despercebidas quando degustados separadamente. No caso do premiado espumante Garibaldi Viognier, medalha de ouro no Zarcillo International Wine Awards 2025, na Espanha, os aromas de frutas brancas complementam a doçura da banana, criando uma combinação marcada pela elegância e pela complexidade. Já o Garibaldi VG Marselan, top five da Expovinhos 2024, encontra na trufa de chocolate meio amargo uma de suas harmonizações mais intensas. “O estágio em carvalho confere ao vinho notas de café, cacau e especiarias que dialogam naturalmente com o chocolate, proporcionando uma experiência na qual os sabores se complementam”, analisa Rech.
Os sabores tropicais também integram a proposta. O espumante Garibaldi Prosecco, medalha de prata no VinAgora 2026, na Hungria, harmonizado com a trufa de laranja, remete às notas cítricas do clássico drink Aperol Spritz, enquanto a acidez e o perlage ajudam a limpar o paladar entre uma degustação e outra. O Garibaldi Pinot Noir, vencedor da medalha de ouro no Mondial des Pinots 2025, na Suíça, por sua vez, encontra afinidade na trufa de licor de cereja. “O espumante apresenta aromas de frutas vermelhas que casam muito bem com a trufa que leva licor de cereja e pedaços da fruta, oferecendo uma sensação única de harmonização e de aquecimento devido ao encontro do álcool das duas composições”, diz Rech.
O roteiro também contempla um dos rótulos mais premiados da cooperativa: o espumante Garibaldi Moscatel, eleito duas vezes o melhor espumante do Cone Sul pelo concurso Catad’Or World Wine Awards. Harmonizado com uma trufa exclusiva de espumante, ele oferece uma combinação marcada pelo equilíbrio entre dulçor, acidez e cremosidade.
Versão especial para crianças
A experiência Taça & Trufa também foi pensada para receber toda a família. Além da versão tradicional, o Taça & Trufa conta com uma opção sem álcool, voltada ao público infantil – ou para quem prefere não consumir bebidas alcoólicas. As trufas permanecem as mesmas, mas as harmonizações são feitas com Prosecco Zero Álcool, Moscato Zero Álcool e sucos de uva da cooperativa, permitindo que todos compartilhem o mesmo roteiro.
Com duração aproximada de 1h30, o Taça & Trufa acontece diariamente mediante agendamento. As degustações são realizadas de segunda a sábado, às 10h, 13h30 e 15h30, e aos domingos e feriados, às 10h30 e 13h30. O investimento é de R$ 100 por pessoa na versão tradicional e R$ 50,00 na experiência kids (até 17 anos). Os agendamentos podem ser feitos pelo telefone (54) 3464-8104, Whatsapp (54) 99196-5577, pelo e-mail [email protected] ou pelas redes sociais @garibaldienoturismo.
Missão técnica da Cooperativa Vinícola Garibaldi leva inovação da Itália a cooperados
Delegação esteve num dos berços da vitivinicultura mundial conhecendo tradicionais regiões produtoras de vinho e espumante
A pesquisa e os estudos de campo compõem um aspecto fundamental na atual produção da Cooperativa Vinícola Garibaldi – uma etapa essencial para exercer a inovação que marca as práticas de cultivo e o desenvolvimento de seus produtos. Por isso, mais uma vez, na quarta edição da expedição técnica, a organização aproximou de cooperados e corpo técnico algumas das mais modernas tecnologias e métodos em vigor na viticultura mundial em recente missão pela Itália. Ao longo de quase duas semanas em junho, a delegação formada por 14 pessoas percorreu algumas das principais referências do setor no norte italiano, conhecendo cooperativas, vinícolas, centros de pesquisa, viveiristas e fabricantes de tecnologias voltadas ao campo e à indústria. “A missão reforça uma das crenças da Cooperativa Vinícola Garibaldi para manter seus associados atualizados em relação às transformações do setor, fortalecendo a competitividade dos nossos cooperados”, disse o presidente da Garibaldi, Oscar Ló.
A programação incluiu visitas a regiões emblemáticas como Conegliano, Valdobbiadene, Romagna e Toscana, além da participação na Enovitis in Campo, uma das principais feiras italianas dedicadas à mecanização e às inovações para a viticultura. Para o engenheiro agrônomo e assistente técnico da cooperativa Gabriel Henrique Fontana, o principal valor da iniciativa está justamente na possibilidade de observar, em campo, soluções já consolidadas em outros países. “Essas viagens técnicas são importantes para que possamos conhecer, na prática, novas tecnologias, processos de produção e modelos de gestão da propriedade que são referência mundial. Isso amplia nossa visão e ajuda a encontrar soluções que podemos adaptar à nossa realidade e à dos nossos cooperados”, comenta.
Os reflexos dessas experiências vão muito além da viagem. “Buscamos principalmente conhecer a viticultura para que possamos melhorar nossas decisões e nos planejar de forma estratégica. Assim, estaremos preparados para receber as inovações e melhorar nossa produção, com novas tecnologias, variedades e sistemas de cultivo”, aponta. Nesse sentido, o conhecimento retorna à cooperativa em forma de assistência técnica mais qualificada. “Isso contribui para que possamos melhorar nossa eficiência no campo e na indústria, a qualidade da matéria-prima e dos produtos e oferecer uma assistência técnica mais qualificada e atualizada aos nossos cooperados, estando sempre alinhados com as tendências do setor”, pontua Fontana.
O cooperado Felipe Verona, de 28 anos, representante da terceira geração da família dedicada ao cultivo de uvas em Farroupilha, foi um dos que participaram da viagem técnica. “Foi uma oportunidade ímpar. A viagem nos proporcionou muitos ensinamentos, como a preocupação com a qualidade e produtividade das uvas, selecionar variedades que se adequam melhor ao clima e solo da região, seguindo rigorosamente a legislação e certificações. Também vimos o emprego de novas tecnologias para manejo em videiras, visando a diminuição de mão de obra e custos”, enumerou o agricultor. Algumas dessas soluções já despertam interesse para aplicação na propriedade da família. “Muitas coisas chamaram a atenção, entre elas novas máquinas que permitem a manutenção mais rápida e com menor custo para os vinhedos, visando a diminuição de aplicações de herbicidas, além de modelos de condução para colheita mecanizada, reduzindo a necessidade de mão de obra”, disse Verona.
Elixir da longevidade: por que o suco de uva integral deve estar no seu copo hoje
Muito além do sabor, a bebida icônica da Cooperativa Vinícola Garibaldi entrega doses diárias de antioxidantes e energia pura para todas as idades.
Depois de um período de retração no consumo em 2025 pelo pequeno volume de safra, o suco de uva integral tem recuperado espaço no mercado nacional. A boa performance apresenta um crescimento superior a 40% em relação ao ano passado, consolidando 6 milhões de litros de suco de uva comercializado em território nacional no primeiro semestre deste ano. Essa relação, ainda, acompanha a crescente procura por uma alimentação mais equilibrada, pautada na qualidade dos alimentos e na qualidade de vida.
Neste aspecto, o suco de uva integral, cuja fórmula contém uva e nada além disso, reúne todos os predicados. Como derivado de uva, ele conserva cor, aroma e sabor da fruta. Mas também seus essenciais compostos naturais, os famosos polifenóis, alvo de diversos estudos científicos devido a seus benefícios associados à saúde. Essas substâncias, produzidas naturalmente pela videira, são responsáveis por boa parte das propriedades funcionais da bebida. “Os polifenóis têm várias ações benéficas à saúde. Dentre elas estão ações antioxidante e anti-inflamatória e também o efeito vasodilatador”, explica a biomédica Caroline Dani, pesquisadora há anos das propriedades da bebida, com doutorado sobre o tema e responsável por diversos artigos na área.
O suco de uva integral, portanto, é rico nesses compostos que auxiliam na proteção do organismo contra processos inflamatórios e oxidativos, fatores relacionados ao desenvolvimento de diversas doenças. Os polifenóis, por exemplo, ajudam a proteger as células da ação dos radicais livres. Isso contribui para que elas não passem por uma mutação, prevenindo o surgimento do câncer. Esses compostos bioativos também contribuem para manter as paredes dos vasos sanguíneos limpas, diminuindo as chances do surgimento de doenças cardiovasculares. O consumo da bebida também está associado à prevenção de doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer.
Além dos polifenóis, como o resveratrol, talvez seu antioxidante mais conhecido, o suco de uva reúne outros componentes importantes. “Falo de alguns que têm um efeito tão ou maior em relação à capacidade antioxidante, como as antocianinas, importantíssimas para a microbiota intestinal, assim como os taninos, que também têm esse efeito, e outros ácidos, como o gálico, outro importante antioxidante”, comenta Caroline.
Os estudos relacionados ao consumo do suco de uva já demonstraram, também, associação ao fortalecimento da imunidade, justamente porque a bebida melhora a microbiota. Esse conjunto de microrganismos que habita o intestino desempenha funções essenciais para o organismo. “Hoje a gente sabe que a microbiota intestinal está diretamente relacionada à nossa capacidade imunológica. Por isso, ter uma microbiota intestinal equilibrada acaba trazendo proteção para a saúde e ajudando na prevenção de várias doenças”, afirma Caroline.
Os efeitos positivos do suco também alcançam quem pratica atividades físicas, uma vez que a bebida é igualmente rica em frutose, que vira energia nas quantidades ideais. Por ser fonte natural de carboidratos e compostos bioativos, o suco de uva é um aliado tanto antes quanto depois dos exercícios. “A gente costuma dizer que ele é um ótimo pré e pós-treino. Um pré-treino porque faz uma oferta de carboidrato e de polifenóis. E no pós-treino porque além de repor o carboidrato, ainda repõe esses polifenóis que são importantes anti-inflamatórios”, explica. Para ela, tais fatores deveriam ser mais bem explorados para a comunidade consumidora. “É preciso vincular o consumo do suco a práticas esportivas, à alimentação natural, à prevenção de doenças, à importância do equilíbrio da microbiota intestinal, isso é fundamental, por exemplo, para pensarmos em crianças saudáveis”, diz.
Isso também porque outro diferencial do suco está em sua versatilidade. Ao contrário das bebidas alcoólicas derivadas da uva, como o vinho, o suco integral pode ser consumido por pessoas de todas as idades. “Temos estudos com crianças, adolescentes, adultos e idosos mostrando que, para todas as idades, o hábito de consumir suco de uva melhora o desempenho, melhora os parâmetros de inflamação e melhora o colesterol”, ressalta. Embora o consumo da bebida possa integrar hábitos saudáveis, a especialista lembra que seus benefícios estão associados a um contexto mais amplo de qualidade de vida. “O suco é um elemento importantíssimo, mas a gente tem muito do estilo de vida que envolve prática de exercício físico, convivência com as pessoas, bem-estar social e descanso. São vários fatores que acabam ajudando”, reforça.
A recomendação geral de consumo é de cerca de 200 mililitros por dia para crianças e até 400 mililitros para adultos, sempre considerando a orientação de profissionais de saúde e a composição geral da dieta. Para Caroline, aliás, o fato de envolver e beneficiar toda família é um dos motivos para incluir o suco na dieta alimentar. Junto a esse, ela aponta o fato de a bebida ser uma grande aliada à saúde humana e estar ligada à prevenção de doenças. Essencial, portanto, a quem busca bem-estar e qualidade de vida.
O sabor da Serra Gaúcha na cozinha de casa
Cooperativa Vinícola Garibaldi sugere seleção de receitas típicas da região harmonizadas com rótulos da casa
Quem já visitou a Serra Gaúcha sabe que a região conquista não apenas pelas belas paisagens, com suas encostas forradas de vinhedos, seus vales e sua natureza abundante. A região é rica, também, em tradições, muitas delas herdadas dos italianos que imigraram para o Rio Grande do Sul. Como as que vêm da mesa, repleta de sabores que permanecem na memória dos que visitam o lugar.
Para quem sente saudades desse roteiro ou deseja conhecer um pouco mais da cultura serrana enquanto planeja a próxima viagem, uma alternativa é aproveitar a enogastronomia da região dentro de casa. A culinária da Serra Gaúcha valoriza receitas afetivas, ingredientes simples e preparos que atravessam gerações. Quando acompanhados pelos vinhos e espumantes ideais, esses pratos ganham ainda mais sabor, transformando a refeição comum em um deleite gastronômico.
Por isso, a Cooperativa Vinícola Garibaldi sugere algumas das receitas típicas da região, fáceis de serem reproduzidas, harmonizadas com rótulos da casa.
Massa ao sugo e vinho Garibaldi Memórias Merlot
Presença garantida nas mesas das famílias da região, a tradicional massa ao sugo combina a delicadeza da massa fresca com a intensidade do molho de tomate. Leve e saborosa, a receita prima pelo uso de ingredientes frescos e aromáticos, valorizando os sabores naturais do tomate, realçados por temperos como alho, cebola e manjericão. A acidez natural do tomate encontra equilíbrio perfeito no vinho Garibaldi Merlot, que apresenta boa estrutura, taninos macios e notas frutadas capazes de complementar os sabores do prato sem sobrepor sua essência. Com maturação de oito meses em contato com carvalho, o exemplar apresenta coloração vermelho-rubi intensa e aromas de frutas vermelhas, manteiga e delicadas notas de chocolate.
Galeto assado e espumante Garibaldi Chardonnay
Símbolo da gastronomia da Serra Gaúcha, o galeto assado é conhecido pela carne macia, pelo tempero marcante e pela tradição de reunir famílias e amigos ao redor da mesa. Preparado com frango jovem marinado em alho, sal, ervas – nunca esqueça da sálvia – e especiarias, é assado em brasa até atingir pele dourada e crocante. Para harmonizar, uma escolha surpreendente é o espumante Garibaldi Chardonnay, elaborado pelo método Charmat. Seu frescor, aliado à elegância das borbulhas, ajuda a equilibrar a suculência da carne, criando uma combinação leve e muito agradável ao paladar. Visualmente, o espumante mostra coloração amarelo-palha e perlage fina e persistente. Seus aromas trazem notas de abacaxi, maçã e delicado pão tostado. Em boca, tem cremosidade e acidez refrescante.
Sagu com creme e espumante Garibaldi Floratta
Poucas sobremesas da Serra gaúcha são tão emblemáticas como o sagu com creme. As pérolas de fécula de mandioca são cozidas em água até ficarem translúcidas, sendo aromatizadas posteriormente com vinho tinto de mesa (ou suco de uva), açúcar e especiarias como canela e cravo. O preparo é servido frio, com um creme aveludado à base de leite, gemas e leite condensado. Para acompanhar, o espumante Garibaldi Floratta surge como uma opção leve e refrescante. Seu perfil aromático e o equilíbrio entre doçura e acidez valorizam a sobremesa. O Floratta se destaca por seu protocolo de vinificação baseado em uma única fermentação, o que ajuda a preservar os aromas frescos e frutados das uvas. De delicada coloração rosa blush e perlage elegante, expressa aromas intensos de cereja, framboesa e sutis notas de maçã caramelada. No paladar, revela-se cremoso e refrescante, com acidez equilibrada.
Cooperativa Vinícola Garibaldi acompanha dormência dos vinhedos e projeta próxima safra
Baixas temperaturas favorecem o repouso das videiras, etapa essencial para a formação dos cachos e a qualidade das uvas
As baixas temperaturas que vêm marcando o outono na Serra Gaúcha são recebidas com expectativa pelos produtores de uva da Cooperativa Vinícola Garibaldi. Embora os parreirais aparentem estar sem vida nesta época do ano, o frio desempenha um papel fundamental para o desenvolvimento das videiras e para a qualidade da próxima safra.
É durante o inverno que ocorre a chamada dormência, um período de repouso metabólico da planta, acionado pelas temperaturas mais baixas e pelos dias mais curtos. Nesse estágio, a videira interrompe seu crescimento e concentra energia para enfrentar o período mais rigoroso do ano. “A dormência serve para proteger a planta contra o congelamento e garantir uma brotação forte na primavera, além de ser um período para ela criar uma reserva de nutrientes e atravessar esse momento”, explica o gerente técnico agrícola da cooperativa, Evandro Bosa.
Ao entrar em dormência, a videira passa por mudanças visíveis. As folhas caem, o crescimento é interrompido e as reservas de energia são direcionadas para o tronco e as raízes, garantindo que a planta esteja preparada para reiniciar seu ciclo produtivo quando as temperaturas voltarem a subir. Esse descanso natural é considerado indispensável para que a videira apresente um desenvolvimento equilibrado na primavera. Quando ela não acumula frio suficiente, os reflexos podem ser percebidos ao longo de toda a safra. “Se isso ocorrer, ela apresentará uma brotação desuniforme, não terá uma boa fertilidade de gemas (brotos) e consequentemente uma redução na produção de uvas”, observa.
A preocupação ganha ainda mais relevância diante das alterações climáticas registradas nos últimos anos. Invernos mais amenos e com menor número de horas de frio podem comprometer o chamado relógio biológico das plantas, afetando diretamente sua produtividade. “Essa alteração compromete o desenvolvimento futuro dos parreirais por provocar a antecipação da brotação. Isso pode expor os brotos jovens a geadas tardias, além de causar um despertar desuniforme das gemas, redução no número de cachos e queda na produtividade da safra”, explica Bosa.
Além de representar um período de descanso para as videiras, o inverno representa uma fase importante de trabalho para os produtores. É nessa época que ocorre a poda de inverno, uma das práticas essenciais para definir o potencial produtivo do próximo ciclo. A poda é realizada justamente durante a dormência porque a planta está armazenando nutrientes e apresenta menor atividade fisiológica, regular a produção sem causar perda de seiva ou estresse energético.
O período também é aproveitado para correções e melhorias no solo. Entre as práticas mais comuns estão a aplicação de calcário para reduzir a acidez e a utilização de adubos orgânicos, sempre com base em análises de solo, que indicam as necessidades específicas de cada área cultivada. Embora ainda seja cedo para prever com precisão o comportamento da próxima safra, os técnicos acompanham indicadores que ajudam a projetar o potencial produtivo dos vinhedos. “É possível prever o potencial produtivo através da análise de gemas, que quantifica os primórdios de cachos microscopicamente antes da brotação. Esse trabalho é realizado para podermos ter uma previsão de safra”, explica.
ExpoSuper abre oportunidades de negócios para a Cooperativa Vinícola Garibaldi em SC
Participação no evento supermercadista fortaleceu relacionamento com o varejo e prospectou novos clientes
A participação da Cooperativa Vinícola Garibaldi na ExpoSuper 2026 confirmou o potencial de crescimento da marca em Santa Catarina – mercado que responde por 12% das vendas nacionais. O evento supermercadista encerrado nesta quinta-feira, dia 18, gerou importantes oportunidades de negócios junto ao varejo do Estado durante os três dias do encontro, em Balneário Camboriú, numa oportunidade para reforçar o plano de crescimento no mercado catarinense.
Além de apresentar novidades do portfólio, como os vinhos da linha VG e os rótulos da linha Memórias, a cooperativa aproveitou a feira para estreitar laços com supermercadistas e empresários que ainda não trabalhavam com a marca. “A feira teve um movimento muito positivo durante todos os três dias. Recebemos muitos clientes do interior de Santa Catarina que procuram pela Garibaldi e que demonstraram interesse em inserir nossos produtos em suas lojas”, avalia o gerente comercial da cooperativa, Vanderlei Pramio.
A participação também possibilitou a aproximação com importantes redes varejistas e abriu perspectivas para futuras negociações, uma vez que o mercado do setor está aquecido.
A cooperativa percebeu ainda um cenário favorável para a categoria de vinhos em Santa Catarina, impulsionado pelas baixas temperaturas registradas na região. O comportamento do mercado refletiu diretamente no interesse pelos rótulos tintos, especialmente os da linha Memórias, além dos vinhos da linha VG. “O frio tem estimulado o consumo de vinhos tintos e isso ficou evidente durante a feira. As linhas Garibaldi Memórias e Garibaldi VG tiveram excelente receptividade, com pedidos maiores e um interesse crescente dos varejistas. Muitos clientes relataram que estão vendo mais produtos Garibaldi nas gôndolas e recebendo um retorno muito positivo dos consumidores”, observa.
Outro ponto em destaque foi a apresentação do Garibaldi Vinhas Vivas, que gerou interesse e curiosidade sendo também cadastrado em clientes tradicionais, este, tende a ser um grande sucesso no Verão catarinense, pelo apelo e perfil de produto leve e refrescante, ideal para consumo na praia.