Prestes a completar um ano, o projeto de sustentabilidade que une a Cooperativa Vinícola Garibaldi a outras organizações de cunho público e privado tem alcançado expressivos resultados tanto para a indústria quanto para o meio ambiente. Desde que foi implantada, em outubro passado, a iniciativa Vidro vira Vidro contribuiu para que mais de 30 toneladas de garrafas recebessem o destino ambientalmente correto e ainda retornassem ao mercado como novas embalagens.
A parceria estabelecida entre a cooperativa, a Verallia, a VidroFix, a Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis e a Prefeitura de Garibaldi acelera as práticas ambientais da vinícola, que visa ampliar as ações de economia circular em sua cadeia produtiva – a exemplo do reaproveitamento dos resíduos orgânicos da safra de uva transformados em adubo. “Esse volume de vidro recolhido tem grande relevância, tanto pelo engajamento e apoio da nossa comunidade quanto pelo impacto positivo que gera para a sustentabilidade. Quando destinado corretamente à reciclagem, o vidro deixa de ser descartado no meio ambiente e retorna ao ciclo produtivo, ganhando uma nova finalidade. Transformado em novas garrafas, ele volta a ser utilizado no envase de produtos, fortalecendo a economia circular e contribuindo diretamente para a preservação dos recursos naturais e a redução dos impactos ambientais”, avalia o presidente da cooperativa, Oscar Ló.
Liderado pela Verallia, multinacional especializada na produção de embalagens de vidro, o projeto depende de cada agente para alcançar sua finalidade. A comunidade cumpre papel preponderante. É ela a principal responsável por depositar as embalagens nos chamados Pontos de Entrega Voluntária (PEVs). Ao todo, são cinco espalhados pela cidade, em áreas públicas cedidas pela prefeitura. Já a vinícola é responsável pela coleta das garrafas, encaminhando o material à Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis de Garibaldi (COOCAMRE). Após a triagem, o vidro será comercializado pela cooperativa à VidroFix, empresa responsável pelo transporte de resíduos de vidro, e posteriormente encaminhado à unidade da Verallia, em Campo Bom. Lá, o material passa pelo processo de reciclagem e será transformado em matéria-prima para a fabricação de novas garrafas. “Essa união entre poder público, setor produtivo e comunidade comprova que, quando cada elo cumpre sua parte, é possível transformar resíduo em recurso”, comenta a gerente Comercial e Sustentabilidade da Verallia Brasil, Sofia Wurlitzer.
Sendo 100% reciclável, o vidro pode ser reciclado infinitas vezes sem perder qualidade, além de contribuir para reduzir impactos ambientais, diz Sofia. “Isso torna o material único dentro da economia circular. Cada tonelada de caco de vidro que retorna ao forno substitui matéria-prima virgem, reduz o consumo de energia, diminui as emissões de CO₂ e evita que o material vá para o aterro sanitário”, observa, reforçando que a ideia para os próximos anos é ampliar a estrutura em Garibaldi, onde os PEVs estão instalados na cooperativa, no Parque da Estação Ferroviária, no Pronto Atendimento Médico (PAM), no Ginásio Municipal de Esportes e no Campo do bairro São Francisco.
Para o secretário municipal de Meio Ambiente e Bem-Estar Animal, Anderson Luiz Dalla Rosa, o projeto contribui para que a população compreenda que esse material pode ser encaminhado para reciclagem, evitando seu descarte junto aos resíduos comuns, cumprindo, assim um papel de conscientização. “É um projeto que combina destinação ambientalmente adequada e educação ambiental. Além de reduzir a quantidade de vidro encaminhada para disposição final, a iniciativa estimula a participação da comunidade, fortalece a coleta seletiva e promove uma mudança de hábitos em relação ao descarte dos resíduos. A iniciativa vem cumprindo um papel relevante na gestão dos resíduos sólidos do município. Mais do que retirar o vidro do fluxo de resíduos comuns, o projeto contribui para consolidar uma cultura de responsabilidade compartilhada e de valorização dos materiais recicláveis”, pondera o secretário. É importante também reforçar com a comunidade que, ao levarem os vidros até o ponto de coleta, os materiais sejam colocados dentro do PEV, não acumulado na parte externa.